Se você está entre as pessoas que enxergaram o crescente potencial do e-commerce e está aqui em busca de saber como criar uma loja virtual, veio ao lugar certo. Afinal, o número de lojas virtuais abertas aumentou em mais de 40% em 2020 com o período da pandemia.

Tudo o que você precisa saber sobre Performance de Vendas

Neste post, vamos falar sobre como funcionam as lojas virtuais e compartilhar dicas valiosas para você criar a sua. Aqui, vamos aprender como escolher as melhores estratégias de vendas e ser um sucesso no mundo digital. Prepare-se e acompanhe!

O que é uma loja virtual?

Antes de aprender como criar uma loja virtual, ou e-commerce, é importante saber o que, de fato, é isso. Trata-se de um ambiente desenvolvido para vendas e negociações online, que pode ser a extensão para um negócio que já existe fisicamente.

Inicialmente, as lojas online atendiam usuários da internet que utilizavam apenas computadores. Porém, com o surgimento de novas tecnologias, essas plataformas têm sido muito usadas nos dispositivos móveis.

Com as mudanças no mercado e no comportamento do consumidor, as lojas online estão avançando para o que é chamado de m-commerce. Isso corresponde ao comércio móvel ("m" de "mobile"), ou seja, implica no uso de aplicativos, principalmente em smartphones ou tablets. 

Seja qual for a ferramenta que o consumidor utiliza, o principal objetivo do comércio digital é ser acessível para o cliente e, em contrapartida, obter mais conversões de venda e aumentar seu ticket médio.

Até agora, você pôde perceber que ter uma loja virtual não se trata apenas de disponibilizar seu negócio em formato eletrônico. Este investimento, quando realizado de forma estratégica, pode mudar os rumos do seu negócio. Veja, a seguir, como criar uma loja virtual sem erros e entenda a importância de cada etapa desse processo.

1 - Monte o planejamento

Assim como em qualquer negócio a ser desenvolvido, o planejamento das ações deve ser o primeiro passo para que tudo seja feito sobre um alicerce forte e seguro. Isso garante o sucesso do projeto, além de potencialmente economizar tempo e dinheiro.

Se a intenção é montar uma loja online, não se deve sair vendendo qualquer produto para todos os tipos de público. É fundamental encontrar o nicho do seu segmento e definir quais produtos serão comercializados.

É difícil um e-commerce iniciante ter o mesmo desempenho e usar os preços competitivos de uma loja de departamento — ao menos se não investir muito em propagandas e ações de marketing. Nesse sentido, a melhor alternativa é escolher um nicho e, dentro dele, eleger apenas um ou dois produtos para melhorar sua taxa de conversão e se tornar referência dentro do nicho em questão.

Na hora de fazer a escolha do produto, dê preferência a algo em escassez no mercado, pois isso pode ser uma excelente oportunidade. Mas analise bem antes de tomar uma decisão: essa escassez pode ser por outras pessoas não terem a mesma ideia que você ou porque o produto não teria uma boa aceitação no mercado.

2 - Descubra o público-alvo

Além de encontrar o produto que pretende comercializar, pense no público-alvo que pretende atingir. Ao mapear esse público, será possível criar um estilo de comunicação que pode atrair mais consumidores.

Vale lembrar que o público-alvo é um conjunto de consumidores (e potenciais clientes) que possuem atributos muito parecidos, como idade, classe social, gênero e comportamento de compra.

Essas características podem ser utilizadas como referência para decisões da sua empresa, principalmente quando essas decisões dizem respeito a campanhas de marketing e à precificação do seu produto. Conquistar um público deve ser um dos seus objetivos principais, afinal serão eles os seus clientes.

Para definir o público-alvo do seu e-commerce, é preciso saber:

  • o que ele consome;
  • qual a frequência desse consumo;
  • quais são as suas necessidades (o seu produto pode ajudar a resolver a necessidade);
  • quanto esse público pagaria pelo seu produto;
  • quais são os subgrupos existentes (existem produtos que atendem a mais de um grupo, como cosméticos, que normalmente são voltados para mulheres mas podem interessar a mulheres mais jovens ou de idade mais avançada).

3 - Tenha atenção à legislação

É importante ter muita atenção a questões que fazem parte da criação de um negócio online, mas que não estão diretamente relacionadas às vendas. Uma delas é a legislação.

O funcionamento de uma loja e o relacionamento com seus clientes não está limitado somente à criação de um CNPJ e à compra e venda de um produto. Existe uma série de leis específicas para o comércio, como o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do E-commerce. É importante conhecer a legislação para garantir que todas as ações da sua empresa estarão de acordo com ela.

4 - Regularize a sua loja virtual

É provável que, durante o planejamento, você se pergunte se vale a pena ou não fazer a regularização do seu negócio. Existe a possibilidade de mantê-lo como algo informal de início. No entanto, o ideal é formalizá-lo, pois isso trará algumas vantagens.

Se o porte da sua loja for pequeno, comece empreendendo como Microempreendedor Individual (MEI). Assim, você vai garantir seus direitos trabalhistas, atuar conforme a lei, poder emitir notas fiscais e conseguir melhores preços com os fornecedores.

Não se preocupe em relação aos procedimentos para se tornar MEI. É tudo muito simples, e você pode fazer isso online diretamente no Portal do Empreendedor, no site do Governo Federal. Além disso, as taxas que são pagas pelo MEI são baixas e com certeza caberão no seu orçamento. 

5 - Busque conhecimento em técnicas de venda

Se você já possui uma loja física e está expandindo os negócios para o e-commerce, já deve estar acostumado com a rotina administrativa de um negócio de vendas. 

Entretanto, se a loja online for seu primeiro negócio, saiba que é importante conhecer as estratégias de compra com fornecedores. Estudar como compor o estoque, promover as vendas e entregar os produtos também é essencial.

É imprescindível buscar conhecimentos sobre técnicas de vendas que poderão auxiliar nessa rotina. Existem diversos cursos online que são gratuitos, e alguns que exigem investimento financeiro também podem valer a pena.

6 - Defina o investimento inicial

Essa talvez seja uma das etapas de maior insegurança para qualquer empreendedor. Afinal, ninguém busca empreender para ter prejuízo, não é? Mas todo início de negócio necessite de um investimento inicial. Para definir esse investimento, você deve pensar em algumas questões, como:

  • os produtos que serão disponibilizados (custo, qualidade e valor de venda);
  • como eles serão vendidos (loja própria, marketplace ou redes sociais);
  • a entrega das mercadorias (logística, embalagens e taxas);
  • as estratégias de marketing e propagandas.

Para garantir pelo menos o primeiro ano de atividade, o gestor deve utilizar parte do valor inicial para adquirir aquilo que for necessário para o funcionamento da empresa. É importante também reservar uma parte desse valor para necessidades inesperadas. Deixar isso de lado pode colocar sua atividade em risco e seu fluxo de caixa, no vermelho.

7 - Escolha a plataforma que será utilizada

Um dos pontos decisivos que podem significar o sucesso da sua loja é escolha da plataforma em que você vai desenvolver o e-commerce. Esse sistema possibilitará o controle e a gestão das vendas, do estoque, dos envios, do cadastro de clientes, dos pagamentos etc.

É válido saber que existem três tipos de plataformas, todos com vantagens e desvantagens:

  1. Gratuitas, conhecidas como open source, que oferecem algumas possibilidades de personalização. Entretanto, essas podem não ser estáveis e ter a manutenção trabalhosa.
  2. Pagas, com o direcionamento de uma porcentagem das vendas à plataforma. O funcionamento é confiável e conta com canais de atendimento, porém a personalização da loja pode ser restrita.
  3. Próprias, desenvolvidas especialmente para o seu negócio de acordo com as suas necessidades. Mas vale ressaltar que esse tipo de plataforma depende de uma equipe de vendas, e isso pode ter um custo alto. 

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8 - Defina os meios de pagamento

Ainda em relação à infraestrutura da loja virtual, é fundamental escolher maneiras funcionais de pagamento, garantindo a segurança das transações dos seus clientes. Existem diversas formas de pagamento, e o mais indicado é dar opções aos consumidores, como pagamentos com cartões de crédito e débito, Pix e boletos.

9 - Organize as forma de entrega

O tempo de entrega e a integridade da mercadoria, bem como a discrição em relação ao conteúdo embalado quando necessário, são fatores que ajudam a construir uma reputação sólida e confiável para a loja. Por isso, ao montar um e-commerce, desenvolva bem sua rede de parceiros, principalmente em relação aos fornecedores e às empresas de logística responsáveis pela entrega. 

As taxas de frete que serão cobradas para a entrega são outro ponto relevante. Fretes altos podem ter um impacto negativo sobre o resultado da loja, pois os clientes tendem desistir da compra nesses casos. Por outro lado, manter o frete a custo da empresa pode não ser interessante, pois, para evitar prejuízos, seria necessário elevar o preço dos produtos e, possivelmente, torná-los caros demais.

Para ajudar nessa escolha, vamos falar sobre os 3 tipos de logísticas que existem:

  1. Logística própria: o vendedor fica responsável por todo o processo. Portanto, você irá gerenciar e realizar todas as etapas – desde a formação do estoque até a entrega do produto.
  2. Logística parcialmente terceirizada: a gestão do estoque e outras etapas são de responsabilidade do vendedor, e somente a entrega é feita por uma empresa contratada.
  3. Logística terceirizada (fulfillment): nesse tipo de logística, uma empresa é contratada para ser responsável por todo o processo de estoque e entrega das mercadorias aos clientes. Apesar da tranquilidade que isso pode proporcionar ao vendedor original, esse modelo tende a implicar em custos mais elevados.

Para escolher a melhor opção, pondere os prós e os contras de cada uma em relação ao seu negócio. Após decidir que tipo de logística vai adotar, pesquise as empresas com melhor reputação no mercado que poderão atender você.

10 - Escolha bem os fornecedores

Assim como a sua loja será analisada antes de confirmarem uma compra, você deve analisar os seus fornecedores, levando em consideração os preços, o tempo de entrega e as formas de pagamento. Tenha sempre mais de uma opção para adquirir seus produtos, para que não falte nada no estoque.

Se possível, negocie para fazer o pagamento a prazo. Assim o capital de giro não fica comprometido, e você tem mais liberdade de ação. É importante levar em conta também a distância do seu fornecedor, pois comprar de empresas distantes pode elevar o custo dos fretes e impactar na sua lucratividade.

11 - Utilize a tecnologia para automatizar os processos

Na hora de colocar a mão na massa e finalmente montar sua loja virtual, a tecnologia deve ser uma aliada. Afinal, o e-commerce em si já é um empreendimento tecnológico, e todo o trabalho pode ser otimizado com as plataformas de automação certas.

Customização do site, parte técnica e operacional, pagamentos, controle de estoque, logística — absolutamente tudo pode funcionar na mais perfeita sincronia com a escolha dos parceiros certos para manter o comércio no ar. 

Quais são as vantagens de ter uma loja virtual?

Como você já sabe, com a evolução da tecnologia e as mudanças nos hábitos de consumo, as compras online têm sido cada vez mais frequentes. Você já tem uma noção de como criar uma loja virtual, mas talvez ainda esteja na dúvida: será que é uma boa ideia? Veja, a seguir, algumas das muitas vantagens de ter uma loja virtual:

Satisfação do cliente

Os e-commerces são vistos como um dos principais meios de venda do comércio eletrônico. Um dos pontos mais importantes é que essas lojas virtuais mantêm uma relação direta com o consumidor.

Oferecer informações precisas como o preço, as especificações do produto, as formas de pagamento, o prazo de entrega ou até mesmo avaliações de outros clientes pode garantir a satisfação do cliente no processo de compra.

Comodidade

Um dos grandes diferenciais desse tipo de negócio é a possibilidade do cliente fazer a aquisição do produto estando em qualquer lugar, sem precisar se locomover até a loja. É possível até mesmo presentear alguém que não mora na mesma cidade, direcionando o envio na hora da compra. Para o vendedor, também há certa comodidade, pois é possível fazer os envios e responder a perguntas e comentários em momentos oportunos. 

24h de funcionamento

Enquanto uma loja física está restrita ao funcionamento nos horários comercial e noturno, as lojas online permanecem abertas 24h por dia sem a necessidade de ter um funcionário trabalhando. Isso pode garantir maior rentabilidade com menores custos em comparação com uma loja física.

E, depois das vendas (que acontecem mesmo na sua ausência), basta levar os produtos até a empresa de logística para fazer as entregas.

Integração com canais de venda

Como criar uma loja virtual é mais do que ter um negócio. O seu comércio eletrônico pode servir como uma ferramenta autônoma de vendas que possibilita a sua integração com outros canais de venda. Por exemplo, um cliente pode comprar online e retirar o produto presencialmente.

Outra possibilidade é pesquisar os produtos online, fazer a compra na loja física e solicitar a entrega em domicílio. 

Fácil gestão

As lojas online possuem uma facilidade de integração de ferramentas de gestão, que podem entregar informações valiosas referentes a conversões de vendas e de leads e à efetividade dos seus anúncios, dentre outros aspectos.

Começar o seu próprio negócio não é fácil, ainda mais quando se pretende expandi-lo em um ambiente que está em constante mudança. Mas esperamos que, com este artigo, você tenha em mãos as informações necessárias sobre como criar uma loja virtual e começar a empreender no mundo digital.

O que achou das funcionalidades e vantagens de uma loja online? Se tem interesse, confira nosso passo a passo sobre como fazer um site!

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Originalmente publicado 19/mai/2022 6:16:00, atualizado Maio 19 2022

Temas:

Estratégia de Vendas