Conseguir estar sempre atualizado em um mercado em constante mudanças pode ser um grande desafio. Porém, nós queremos ajudar você a se atualizar e se preparar para encarar os desafios que aparecem todos os dias na sua jornada profissional.

Você já ouviu falar em cultura data driven? Sabe quais empresas já atuam seguindo esse tipo de organização?

Aprenda a usar os dados certos para revolucionar os resultados da sua empresa!

Neste artigo, mostraremos o que é e como funciona uma cultura data driven. Além disso, você verá quais são as etapas necessárias para implementar esse tipo de cultura dentro de um negócio. E como não poderia faltar, você também vai conferir exemplos de grandes empresas que já mudaram sua organização para uma cultura data driven.

Com consumidores cada vez mais ativos na internet, explorando sites de buscas, fazendo compras, utilizando apps para ouvir músicas e streamings para assistir a séries e filmes, as empresas passaram a ter muita informação à disposição.

Quando uma companhia usa essas informações para dar passos baseados em fatos mensuráveis, ela faz parte da cultura data driven. E como uma empresa coleta dados?

Existem hoje 3 tipos de dados que são conhecidos como first, second e third-party data. De maneira resumida, os first-party data são aqueles que você consegue diretamente do seu cliente, quando ele responde a um quiz ou a uma pesquisa de satisfação, baixa um e-book ou faz uma reclamação ou comentário em uma rede social.

Os second e third-party data são dados menos específicos. Os second-party data vêm de parceiros que possuem um público parecido, mas não exatamente o mesmo que o seu. Os dados são tão confiáveis como os first-party, porque geralmente as empresas parceiras trabalham em conjunto e seguem regras parecidas.

Já os third-party data são bem menos específicos e funcionam mais para fornecer uma visão geral de mercado. Eles podem ser combinados com os first-party data que você já possui para melhorar ou ampliar os alvos das suas campanhas.

A coleta de dados deve sempre estar de acordo com a Lei geral de proteção de dados, garantindo a privacidade de seus clientes.

O que significa ser data driven?

Ser data driven significa saber interpretar os dados para que eles indiquem a direção que precisa ser seguida para garantir melhores resultados para a empresa. Não basta somente fazer a coleta dos dados. A análise para a posterior utilização desses dados é fundamental.

Empresas de setores muito diversos estão se alinhando à cultura data driven para aumentar os seus lucros. De empresas de logística, passando por grandes do vestuário esportivo como a Nike e os fenômenos mais recentes dos streamings de música, filmes e séries, a cultura data driven está se tornando a principal forma de organização das empresas.

Para entender o que significa ser data driven, vamos conhecer duas empresas que usam os dados para melhorar tanto sua relação com o consumidor, quanto para aumentar seus lucros.

Um exemplo brasileiro que faz muito sucesso é a cultura data driven usada pelo Grupo Pão de Açúcar. Por meio de um programa de recompensas, que oferece pontos aos clientes que podem ser trocados por descontos ou por produtos, eles coletam dados valiosos.

O Pão de Açúcar investe em customer experience e consegue personalizar ofertas, fidelizar clientes e ainda ter as informações necessárias para otimizar as operações de estoque e logística, em parceria com seus fornecedores. Sabendo previamente quais produtos e marcas são mais consumidos por seus clientes, fica mais fácil gerenciar o estoque e o armazenamento desses mesmos produtos.

Outro exemplo de sucesso absoluto, desta vez americano, é o caso da gigante do entretenimento Marvel. Eles possuem uma cultura data driven que analisa dados dos fãs para criar os filmes que são recordes de bilheteria mundialmente. A empresa não apenas conhece as expectativas de seus fãs, como trabalha para superá-las.

Como criar uma cultura data driven?

A criação de uma cultura data driven vai muito além da coleta de dados. Em primeiro lugar, é necessário implementar uma cultura empresarial que contemple todos os funcionários trabalhando com a mesma mentalidade.

As culturas empresariais muito fechadas ou engessadas, que não se abrem às inovações trazidas pelas novas tecnologias, como a transformação digital, dificilmente conseguem implementar com sucesso as decisões com base em dados.

O ideal é que o uso de dados comece a ser usado por todos os setores da empresa trabalhando em conjunto. Engajar toda a equipe e prepará-la para o uso analítico de dados em várias etapas da organização de um empreendimento é fundamental para o êxito do processo.

Para começar a implementação, os exemplos precisam vir de cima. As diversas equipes, de vários setores, precisam entender como a análise de dados funciona e vê-la colocada em prática pelos diretores da empresa. 

Quais são as etapas para a criação de uma cultura data driven?

A criação de uma cultura data driven, como você acabou de ver, começa no topo da empresa. São os diretores executivos que usam os dados para tomar suas decisões, analisam esses dados com suas equipes de lideranças e deixam claro que esperam que seus funcionários façam o mesmo. Os líderes funcionam como exemplos.

Mas existem ainda outros passos a serem dados. Veja a seguir!

1 - Estabeleça sua estratégia para o uso dos dados

Você já ouviu a analogia do uso de dados com a exploração de petróleo? Enquanto o petróleo está dentro da terra, ele não é de grande serventia. Para que ele se torne um produto útil ao consumidor final, como a gasolina ou o gás de cozinha, ele precisa passar por muitas etapas.

O petróleo precisa ser extraído, levado para uma refinaria, separado entre seus vários subprodutos, tratado e transportado até as empresas que vendem para o consumidor final.

Com o uso de dados funciona da mesma forma. Os dados sozinhos não ajudam em nada. Eles precisam ser coletados, analisados e colocados à disposição dos setores de uma empresa para que possam ser utilizados.

Portanto, saber o que você procura e qual pergunta essencial você quer responder com a análise dos dados é fundamental para começar sua empreitada.

2 - Invista em tecnologias

Para coletar, armazenar e organizar seus dados, você precisa de um sistema tecnológico eficiente. O mercado já oferece muitas possibilidades de softwares que se adequam a empresas de tamanhos e organizações variados. Esses softwares, além de organizarem seus dados, vão ajudar a garantir o cumprimento da LGPD, que é a Lei Geral de Proteção de Dados.

3 - Distribua os resultados conquistados para todas as áreas da empresa

Se você deixar a análise dos dados parada em apenas um setor da companhia, dificilmente vai conseguir construir uma cultura data driven. Engajar diferentes níveis e áreas de um negócio nas tomadas de decisão baseadas em dados é o que faz a diferença na cultura empresarial.

4 - Invista no treinamento das equipes na hora certa

Para mudar a forma como os funcionários de uma empresa pensam e atuam, os treinamentos são de grande valor. Mas não adianta treinar os funcionários antes de estabelecer a estrutura que vai ser utilizada na coleta de dados.

Fazer os treinamentos imediatamente antes de poder colocar o conhecimento adquirido em prática ajuda a automatizar os novos processos com mais eficiência.

5 - Use a análise de dados para ajudar os funcionários

Os dados podem ajudar não somente na relação com os consumidores, mas também na relação com os funcionários.

Quer um exemplo? Quando você mostra para os membros da sua equipe que aprender a usar os dados pode economizar tempo, diminui a necessidade de refazer trabalhos já finalizados ou deixa as informações essenciais mais acessíveis, o engajamento acontece de forma espontânea.

Quais as vantagens da cultura data driven?

A cultura data driven oferece modelos diferentes de análise de dados, como a análise preditiva, a descritiva, a prescritiva e a diagnóstica. Dependendo do seu objetivo e da sua estratégia para o uso dos dados, você vai utilizar um tipo de análise ou a combinação de diferentes tipos.

As vantagens do uso dos dados na tomada de decisões são muitas. Com essa estratégia, você consegue, por exemplo:

  • otimizar processos;
  • segmentar e fidelizar seus clientes;
  • diferenciar sua empresa da concorrência;
  • identificar tendências;
  • otimizar a experiência do consumidor;
  • melhorar a percepção do cliente;
  • criar produtos novos e criativos que atendam a demanda dos consumidores;
  • reduzir custo e tempo.

Vamos pensar no último item da nossa lista: reduzir custo e tempo. Como os dados podem ajudar na redução de custos? Quando a análise dos dados é feita, ela permite uma maior compreensão de como todos os recursos usados pela empresa estão sendo utilizados.

Dessa forma, é possível aproveitar os recursos o máximo possível, evitando desperdício. O tempo gasto na realização das tarefas cotidianas dentro de uma empresa também pode ser muito mais bem gerenciado com o uso de dados.

Todas as vantagens e benefícios atribuídos a utilização de uma cultura data driven por qualquer tipo de negócio estão relacionadas a uma maior competitividade no mercado.

Como as empresas estão aplicando a cultura data driven?

Existem formas diferentes de fazer uso dos dados coletados e tratados pelos empreendimentos. Para alguns negócios, o objetivo pode ser aumentar as vendas, para outros, diminuir os gastos.

Há organizações que têm interesse em segmentar seus clientes, para poder criar estratégias de marketing mais acertadas. E há também aquelas que buscam nos dados alguns insights que facilitam tomadas de decisão mais acertadas.

Independentemente do motivo inicial que leva cada empresa a se adaptar a essa tendência do mercado, os benefícios de se atualizar são inegáveis. O uso de dados é um fenômeno relativamente novo, e ele traz consigo outras ferramentas de gestão, como o balanced scorecard, que também atua na inovação das corporações. 

No início deste artigo, vimos como duas empresas data driven muito conhecidas, o Grupo Pão de Açúcar e a Marvel, fazem uso de seus dados. A seguir, veja mais 3 grandes exemplos de aplicação da cultura data driven pelas empresas.

Banco Itaú

O projeto conhecido como Batalha de Dados é um grande desafio proposto pelo banco aos seus talentos. O objetivo da Batalha é desenvolver, com o uso de dados, soluções inovadoras para melhorar algum aspecto da empresa.

O uso de dados já proporcionou, por exemplo, o entendimento do contexto do cliente para fazer uma comunicação eficaz, extraindo informações e fazendo ofertas acertadas para manter a fidelidade no uso de seus cartões de crédito.

Spotify

Esta empresa tornou-se um grande modelo para a cultura data driven. É por meio dos dados fornecidos pelos seus usuários que o Spotify monta as playlists perfeitas para cada cliente em particular, atendendo gostos e necessidades específicas.

Netflix

O sucesso da Netflix, uma pioneira dos streamings, deve-se ao fato de ser orientada por dados. Com a coleta de dados de seus clientes, a Netflix consegue um grande engajamento.

A análise dos dados também diz quais tipos de roteiros seus usuários querem ver, facilitando as novas produções. Além disso, ela também possui um sistema inteligente e automatizado, que é capaz de recomendar filmes e séries que tem boas chances de agradar o cliente.

Para encerrar este artigo, vamos pensar em um último ponto: a segurança de dados. Trazer sua empresa para esse universo da cultura data driven pode oferecer inúmeros benefícios, desde que seus dados sejam mantidos em segurança.

Portanto, além de investir em tecnologias e mudar a cultura da sua empresa, não deixe de se atentar às ferramentas e processos necessários para garantir que os dados de seus clientes não sejam acessados indevidamente.

Uma empresa que trata de forma irresponsável os dados de seus consumidores, além de perder credibilidade no mercado, pode sofrer grandes prejuízos.

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Originalmente publicado 04/05/2022 06:45:00, atualizado Maio 04 2022

Temas:

Data-driven Marketing