A preocupação com a segurança de dados é a maior em 10 anos — é isso que mostra o Índice de Segurança da Unisys, pesquisa que entrevistou mais de 13 mil pessoas em diversos países, inclusive no Brasil. O índice aponta que a preocupação com a segurança de dados cresceu 50% nos 10 anos (entre 2009 e 2019).

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Outro levantamento, este da Deloitte, estudou de maneira mais específica a questão da digitalização no setor financeiro — e a relação dos consumidores com esse processo — e revelou que o impeditivo mais recorrente para um maior uso de online banking e mobile apps é a segurança de dados.

Se vivemos em uma época em que só cresce a exigência por empresas guiadas por dados — data-driven culture e data-driven decision making são duas expressões recorrentes nos meio empresariais —, do que falamos quando o assunto é segurança de dados? O que as empresas podem fazer para, de fato, proteger os dados que captam e recebem, transmitindo segurança aos seus clientes. Selecionamos informações importantes sobre esse assunto. Continue a leitura e saiba mais!

Respondendo à pergunta do título deste artigo, o primeiro motivo para se preocupar com a segurança de dados é que confiança e credibilidade são mais difíceis de conquistar do que de perder. Como indicam os dados que apresentamos na introdução deste conteúdo, as pessoas, como um todo, vivem uma preocupação crescente com a segurança de seus dados.

Vazamentos de informações pessoais de clientes têm peso e consequências diferentes dependendo de:

  • tamanho do vazamento; 
  • tipo desse vazamento (ataque externo, se interno proposital ou se por erro humano) 
  • sensibilidade dos dados em questão (invariavelmente um vazamento de CPFs parece pior do que uma lista de e-mails solta, certo?). 

Expor dados que foram confidenciados a você ou coletados tem um alto preço em termos de imagem, e isso pode custar muito caro — literalmente, pois são cerca de 100 mil dólares por vazamento para pequenas e médias empresas. 

Dados da PwC indicam que apenas 25% dos consumidores acreditam que seus dados são tratados adequadamente pela maioria das empresas. 69% acreditam que as empresas são vulneráveis a ataques. Se olharmos para o copo meio cheio, fazer um bom trabalho em segurança de dados e transmitir isso aos clientes e leads é um diferencial competitivo. 

Quais são as melhores práticas para a proteção dos dados de clientes?

Empresas coletam e armazenam dados dos seus clientes por acreditarem no potencial de transformar essas informações em receita, mas como estamos falando sobre segurança de dados, vamos pensar mais sobre algumas boas práticas. 

Capacite a sua equipe

Uma empresa pode ter uma equipe incrível dedicada à segurança de dados e ver tudo ir por água abaixo por causa de erros humanos de funcionários de outras áreas, que não foram bem-educados no assunto. 

Garanta que todos que têm acesso aos dados tenham a educação mínima necessária em segurança digital. Isso vai desde capacitá-los a identificar sinais de ataques rapidamente até boas práticas sobre senhas de acesso — do que é feito uma boa senha, por que não usar senhas únicas para inúmeros acessos etc.

Jogue limpo

A mesma pesquisa da PwC que citamos anteriormente indicou que 71% das pessoas têm dificuldade para entender as políticas de privacidade das empresas com as quais têm relação. Isso significa que, além da questão da segurança dos dados em si (ninguém quer vê-los vazar ou ser usados inapropriadamente), o consumidor gostaria de simplesmente entender melhor as questões relativas à segurança desses dados e o que é feito com eles. Seja essa empresa. 

Limpe dados

Todos os esforços de segurança de dados existem para evitar o pior cenário possível: um vazamento, seja acidental, seja por ataque externo. Algumas medidas, no entanto, extrapolam esse limite e devem ir até o tal pior cenário. Dados de clientes tendem a se acumular indefinidamente se você nunca excluir o que não tem mais valor para você. 

Estabeleça processos que passem pela eliminação periódica de dados cujo armazenamento não faz mais sentido. O excesso de dados torna a segurança e o gerenciamento de atividades mais complexas. 

Considere o pior cenário

Seguindo na esteira do nosso último tópico: o que seria feito imediatamente após identificar um vazamento de dados ou uma situação similar no banco da empresa? Qual é o plano de ação e contenção? Um erro comum — especialmente para pequenas e médias empresas — é não se preparar para o pior. 

Tenha backups, teste a cibersegurança do sistema regularmente, adote todas as boas práticas de segurança de dados e, por fim, não seja pego desprevenido se o pior dos cenários acontecer.

Armazene os dados com segurança

A quantidade de dados digitais existentes no mundo dobra a cada dois anos. Isso, em outras palavras, quer dizer que criamos mais informação entre 2018 e 2020 que em todo o resto da história. Empresas nunca produziram tanta informação, o Big Data foi de promessa a realidade e hoje, mais de metade da população mundial está conectada à internet. Em parte, esse fenômeno é possível graças ao armazenamento em nuvem.

Armazenar na nuvem é a solução que permite a empresas guardar e utilizar quantidades homéricas de informação sem depender de hardwares de qualquer tipo. Além disso, possibilita o acesso remoto de qualquer dispositivo, em qualquer lugar do mundo, bastando uma conexão com a internet. É mais funcional, escalável e, sim, seguro.

Os principais provedores de serviços de armazenamento em nuvem estão entre as empresas que mais investem em segurança de dados e TI, e muito comumente estão na vanguarda da área. É justo supor que Google, Amazon, Apple e DropBox têm mais condições técnicas de criar mecanismos de segurança robustos que empresas estrangeiras à tecnologia ou de menor porte.

Ainda, os dados armazenados na nuvem são criptografados e “repartidos” entre diferentes data centers. Isso significa que, embora você acesse um arquivo único, suas partes estão divididas. Mesmo que a administradora sofresse uma invasão, o hacker teria acesso a um pedaço ilegível de informação, o que é mais uma garantia na segurança dos dados. 

Além dos cuidados básicos com o acesso, uma boa prática é criar níveis diferentes de permissão, restringindo o acesso a dados especialmente sensíveis àqueles que, de fato, precisam acessá-los. 

Utilize um CDP

A última palavra em gestão e segurança de dados de clientes é o chamado Customer Data Platform (plataforma de dados do cliente, traduzindo). O CDP é um software, gerenciado pela empresa, que tem como objetivo ser uma central única de armazenamento e consulta de dados — especialmente útil para os times de marketing.

É importante fazer uma pausa e delimitar que um CDP não é outro nome ou outro approach para um software de Customer Relationship Management (CRM) — que é um dos produtos que oferecemos na solução completa do suíte da HubSpot. 

Enquanto um CRM puro tem o objetivo de lidar com os momentos de contato e/ou comunicação entre empresa e cliente — com o foco particular para as vendas —, um CDP se propõe a uma missão um tanto mais ampla, captando e organizando dados de diversas fontes (cookies, e-mail, telefone, endereço etc). A ideia é uma visão ampla, única e que integre on e off.

O que faz um CDP?

Um bom CDP vai ao encontro das novas dores de muitas empresas: os dados existem, mas eles não estão organizados de maneira funcional. Em função disso, não são analisados, por isso não apresentam ROI — isso quando é possível fazer esse tipo de mensuração.

Em outras palavras, a quantidade de dados não é mais o problema em muitas companhias, mas sim a qualidade e a usabilidade deles. Um software altamente funcional e seguro, que dê uma visão global da informação é o que os CDPs se propõem a entregar. 

As estimativas mais conservadoras apontam que 55% dos dados coletados por empresas nunca vão ser utilizados ou analisados. O principal motivo apontado é exatamente a falta de ferramentas adequadas. Muito se repete que dados são o novo petróleo, mas esquecemos que petróleo vale muito mais refinado do que cru.

O resumo da ópera é que o CDP é o caminho mais viável, hoje, para aqueles que já produzem quantidades massivas de dados sobre os clientes, mas não estão vendo isso se converter em receita — ou simplesmente assistem ao departamento de marketing ignorar os dados gerados. A unicidade oferecida por um CDP possibilita, inclusive, o mapeamento da jornada do cliente de ponta, a criação de clusters de clientes para otimizar automações e a geração de comunicações tanto personalizadas quanto escaláveis — uma demanda da nossa época.

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Originalmente publicado 14/ago/2020 10:44:14, atualizado Agosto 14 2020