No segundo semestre de 2021, o Facebook anunciou que a empresa entraria no metaverso. A companhia modificou seu nome para Meta e disse que vai gastar pelo menos US$10 bilhões nessa empreitada.

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Por conta desse anúncio, o tema ficou em alta no mercado, e surgiram muitas dúvidas sobre o que seria, exatamente, esse conceito. Basicamente, o metaverso é um universo digital que busca simular uma realidade alternativa à nossa.

Preparamos este guia para que você saiba como essa realidade virtual é importante para uma estratégia direcionada em vendas. Boa leitura!

Muitos ainda têm dúvidas de como surgiu esse termo, e há quem acredite que o metaverso é perigoso. Ele foi citado pela primeira vez em 1992, no livro “Snow Crash”, de Neal Stephenson. Esse tema também se encontra presente na ficção há muito tempo.

Em resumo, sua ideia é criar um mundo totalmente virtual, sendo uma realidade alternativa compartilhada, em que as pessoas são representadas por avatares. Isso vai permitir que todos os envolvidos tenham uma experiência total de imersão, em que é possível interagir e realizar negócios.

O cenário de jogos é uma das categorias do metaverso. Nele, os usuários podem fazer parte de outros mundos e compartilhar experiências com outras pessoas.

A ideia, no entanto, é que o conceito vá além disso — o que permite que as pessoas vivam como quiserem. Isso significa que elas podem fazer compras, reuniões, ir à escola ou ao trabalho e interagir com amigos por meio do metaverso.

A intenção desse conceito é que ele se torne uma Internet 2D, em que se possa promover uma experiência digital parecida com a vida real das pessoas. A comunicação, os negócios e o entretenimento vão existir nesse cenário.

Há um obstáculo em toda essa história: o metaverso ainda não existe! Ele está sendo criado lentamente pelas grandes corporações, que tiveram uma nova visão de negócio e estão investindo nesse desafio.

Como surgiu o metaverso?

O conceito de metaverso já foi usado em algumas obras de ficção. Como dito anteriormente, em 1992, foi usado pela primeira vez na obra “Snow Crash”, que demonstra como uma pessoa comum assumiria a identidade de um samurai no metaverso.

Em 2003, esse tema apareceu em projetos de games, como o Second Life, que simula um ambiente de vida real. Mesmo que o jogo tenha conquistado milhares de gamers, ele não foi capaz de criar uma economia digital. 

Depois dele, outros jogos vieram, como Fortnite, Roblox e Minecraft, com várias peculiaridades que podem promover a rentabilidade.

No Fortnite, por exemplo, a cantora Ariana Grande fez um show disponível apenas para os usuários. Esse conceito ganhou visibilidade e força com o novo posicionamento e a transformação do nome do Facebook — que, desde outubro de 2021, é Meta.

A rede social investiu milhões de dólares nesse tema, e informou que pretende testar universos digitais nos próximos dois anos, além de criar soluções de multiverso entre os anos de 2031 e 2036.

Como funciona o metaverso?

Por mais que alguns itens sejam fundamentais para acessar o metaverso, o conceito não se refere a um modelo específico de tecnologia, mas a uma grande transformação na maneira como interagimos com o mundo digital.

Na realidade, a sensação seria de estarmos completamente inseridos nesse universo virtual, em uma junção da realidade aumentada com a realidade virtual. Os computadores e as telas planas de celulares e tablets seriam trocados por uma experiência tridimensional, na qual seria possível atuar com objetos e dados variados.

Não é possível detalhar, com certeza, como o metaverso vai funcionar na prática, uma vez que ainda não há algo concreto relacionado à sua funcionalidade.

O que sabemos sobre o metaverso é que todas as pessoas teriam os seus próprios avatares e poderiam, por exemplo, trabalhar, comprar produtos, manter contato com amigos, ir a shows e até mesmo realizar viagens — tudo isso de modo virtual. 

Você poderia, inclusive, encontrar os amigos para ver um filme no cinema ou visualizar uma exposição de arte que só existe no metaverso. No momento de entrar no site, em vez de somente abrir a página no seu computador ou celular, você estará presente nela.

O objetivo é que você consiga acessar esse mundo da realidade virtual por meio de vários dispositivos como computadores, smartphones ou videogames. Uma vez lá dentro, você poderá ser quem quiser, além de ter a possibilidade de comprar, andar em carros voadores, jogar uma partida de futebol com os melhores do mundo e muito mais!

A ideia central é que o metaverso tenha sua própria economia e suas moedas, com as quais as pessoas vão realizar vendas, compras, negócios, entre outras transações.

O que pode ser feito no metaverso?

São várias as ações que poderão ser feitas em aplicações relacionadas ao metaverso. A seguir, você verá algumas delas.

Entretenimento

Uma das primeiras ideias que surgem na mente quando se fala de metaverso é a diversão que esse ambiente oferece aos usuários.

Nessa perspectiva, as possibilidades de entretenimento são muito variadas. Os games são um grande representante desse formato de diversão, mas há outras formas bem particulares.

Uma delas é a apresentação de shows. Alguns experimentos dessa forma de entretenimento já foram feitos — quando a cantora Ariana Grande fez uma apresentação virtual no metaverso do jogo Fortnite, por exemplo.

Outra circunstância foi quando nada menos que 12 milhões de pessoas se uniram em tempo real para o lançamento de um hit do rapper Travis Scott.

O objetivo de reunir vários fãs em tempo real em um show virtual faz todo sentido quando o tema se trata de metaverso.

Conteúdo

Outro ponto que chama atenção é a criação de conteúdo. As gigantes do setor veem um grande potencial nesse novo formato de plataforma de interação.

Estúdios de produção cinematográfica, como a Disney, e conteúdos streaming, como a Netflix, já estão realizando experiências com imersão 3D. Setores da música e canais de TV estão seguindo essa mesma linha.

Analistas do segmento dizem que o grande impulsionador desse novo modelo de consumo de conteúdo partiria da própria geração Z. Em breve, os adultos — que hoje são crianças — estarão plenamente acostumados com a interação do metaverso.

Trabalho

A difusão do trabalho remoto auxilia no exercício de atividades profissionais realizadas em um multiverso. Algumas companhias já oferecem ações nesse sentido, com a existência de salas de reunião virtual — no lugar das videoconferências, viabilizando uma experiência bem mais interativa para os funcionários.

Inclusive, a própria Microsoft já conta com um metaverso voltado para os negócios. A ideia progrediu do uso massivo do aplicativo Teams, utilizado para promover reuniões virtuais.

Quais são as tecnologias envolvidas?

Quando se fala em metaverso, há várias tecnologias existentes que podem ter o uso potencializado no universo digital. A seguir, você vai conhecer algumas delas.

Realidade aumentada

Essa solução une questões dos mundos virtual e físico. Diferentemente da realidade virtual, a realidade aumentada aplica elementos virtuais no mundo real.

Um dos maiores exemplos de RA (sigla para realidade aumentada) é o game Pokémon Go, em que os usuários podem jogar utilizando as câmeras dos celulares para capturar as criaturas virtuais em um mapa que se baseia no mundo real. Além disso, já existem óculos próprios, que mostram informações virtuais nas lentes.

Realidade virtual

A realidade virtual é um ambiente tridimensional, criado por computadores, que simula o mundo físico e possibilita uma interação total com os participantes. Para ter acesso a essa tecnologia atualmente, é necessário usar óculos próprios, que sejam equipados com sensores e fones de ouvido.

Blockchain

Blockchain é a inovação que viabilizou a criação do Bitcoin, a primeira e mais conhecida criptomoeda do mundo. Essa solução permite rastrear o envio e o recebimento de alguns tipos de dados pela Internet. 

O blockchain é muito seguro, por isso, é usado como a tecnologia que possibilita a transação dessas moedas — inclusive, as futuras criptomoedas do metaverso.

Os NFTs (sigla para non-fungible token, ou token não fungível) também devem ser utilizados no metaverso. De modo simples, o NFT é um código de computador que trabalha como um autenticador de arquivos, a fim de possibilitar que eles sejam únicos.

Seu uso, dessa forma, serve para autenticar as transações de todos os produtos dentro do metaverso, como um imóvel virtual — para que ele seja considerado único nesse universo.

Ao aplicar todas essas tecnologias — podemos incluir, nessa lista, a Inteligência Artificial e o Big Data —, você poderá realizar transações financeiras dentro do metaverso. Será possível fazer negociações que vão desde propriedades virtuais e criptomoedas até skins para os avatares, jogos, obras de artes digitais e muito mais. 

O que se espera é que as empresas possam tirar o máximo de proveito desse ecossistema para vender suas mercadorias em versões virtuais dentro do universo digital. Elas também poderão produzir publicidade dentro do metaverso.

Por que o metaverso é importante para a sua estratégia de vendas?

Considerando que os ambientes, os produtos e as experiências serão digitais, não é estranha a existência de um sistema financeiro também incluído no mundo virtual. 

Muito embora os metaversos sejam uma ideia embrionária, é de se esperar que as soluções por trás deles também busquem capitalizar em cima dessa nova tecnologia.

De maneira simples, espera-se que, assim como hoje é viável manter uma loja no Facebook ou no Instagram, no metaverso, as pessoas possam constituir um comércio — ou melhor, a atuação gráfica de um — usando a realidade virtual.

A diferença é que, enquanto grande parte das lojas existentes em redes sociais se baseia em canais digitais para disponibilizar bens e serviços reais, em um universo digital, esses itens podem ser somente a representação de algo para as estratégias de vendas.

Talvez essa seja a pergunta mais complicada de responder atualmente, mas uma vez que a Internet, da maneira como é hoje, multiplicou em várias vezes os modos possíveis de se realizar um negócio, não é exagerado pensar que o metaverso apresentará um efeito similar.

Imagine a possibilidade de lançar uma marca de roupas virtuais somente em um metaverso? E se for possível assistir a shows, filmes e apresentações de teatro nesse universo online?

Para além da comercialização de produtos e serviços virtuais, esse conceito deve modificar a nossa vida offline. No ambiente que a Microsoft pretende criar, por exemplo, espera-se que a dinâmica de trabalho, já digitalizada pelo distanciamento social, se transforme ainda mais. 

Seja comercializando artigos digitais, seja utilizando esse ambiente baseado em realidade virtual para otimizar uma atividade “real”, como o trabalho, a chegada do universo virtual terá um impacto significativo nas empresas, tanto de modo direto quanto indireto.

Alguns especialistas, inclusive, dizem que esse impacto ocorrerá no longo prazo. Ao mesmo tempo, eles apontam que o metaverso pode fazer nascer modelos de negócios até então inéditos, além de reformular os já existentes.

Quais são os cases de sucesso no metaverso?

Em função de companhias como Facebook, Microsoft, Nike e várias outras que buscam a inovação, nasce, também, a vontade de investir e ganhar com essa jornada. Confira as ações de algumas empresas no metaverso e como isso vem sendo desenvolvido.

Facebook

Como já mencionamos, em outubro de 2021, o Facebook se transformou em Meta. O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, falou sobre essa modificação de nome e o novo foco do grupo: criar um metaverso. 

Há pouco, a empresa afirmou que o lucro operacional poderia cair US$10 bilhões em 2021 por conta de investimentos em sua divisão Metaverse. Além do mais, comunicou a contratação de 10 mil colaboradores na Europa e um investimento de US$50 milhões no setor.

Não se engane: o Facebook tem investido na integração entre o mundo virtual e o offline há bastante tempo. Em 2014, por exemplo, a companhia adquiriu a Oculus Rift, empresa especializada em óculos de realidade virtual. Desde então, ela está dedicada a criar espaços online para atividades laborais e diversão. 

Além disso, a empresa anunciou o Horizon Home, uma atualização de seu serviço de realidade virtual. Por meio dele, será possível criar festas e salas de trabalho personalizadas, conforme a identidade visual das empresas.

Microsoft

Ano passado, a Microsoft anunciou o Mesh. Essa é uma solução de colaboração de realidade mista, que transforma reuniões de trabalho remoto em realidade virtual.

Essa plataforma utiliza o headset de VR HoloLens para projetar imagens e sons virtuais no local em que você se encontra. Essas imagens podem ser de instruções, textos ou até de objetos, além de outros usuários, que podem interagir.

O Microsoft Teams e o Workplace do Facebook vão ser integrados para otimizar reuniões em tempo real, sem haver necessidade de alternar aplicativos. 

Com essa solução, em vez de apenas visualizar a tela do computador, vai ser possível colocar os óculos de realidade virtual e entrar em um ambiente no qual seus colegas de trabalho estarão. 

A gigante da tecnologia também disse que os participantes podem ser como hologramas reais, por meio da inovação chamada Holoportation. O recurso está disponível para teste na loja do HoloLens 2, e o projeto já foi providenciado para que desenvolvedores analisem novas possibilidades de recursos. 

Nike

Desde 2021, a Nike está realizando cada vez mais investimentos no metaverso. No mês de outubro, a empresa registrou marcas no escritório de patentes dos Estados Unidos para aumentar suas vendas de tênis no mundo virtual.

Além disso, a empresa lançou jogos online no Roblox, em que os fãs também podem criar avatares. A Nike também adquiriu a empresa de colecionáveis digitais RTFKT Studios, com a intenção de vender tênis virtuais para equipar avatares.

Disney

A Disney registrou a patente de realidade virtual e realidade aumentada. Com o tema metaverso em ascensão e a indispensabilidade de criar tecnologias que otimizem a experiência desse universo, a quantidade de patentes vem crescendo de modo considerável.

Em novembro do ano passado, Bob Chapek, CEO da Disney, disse que o metaverso é fundamental para a companhia. Ele afirmou que esse conceito ainda é difícil de compreender, uma vez que ainda não está em funcionamento, mas falou que a Disney tem a possibilidade de levar a magia e a experiência do mundo físico também para o universo virtual.

O que o futuro guarda?

Um vislumbre do metaverso já pode ser visto em mundos de jogos online como Fortnite, Minecraft ou Roblox. Milhões de pessoas jogam esses games todos os dias.

Nesses jogos de mundo aberto, avatares semelhantes a humanos constroem casas, trabalham, compram produtos e fazem praticamente qualquer coisa que nós, humanos, fazemos.

Os apoiadores do metaverso vislumbram seus usuários trabalhando, jogando e permanecendo conectados com amigos, familiares e colegas. As pessoas participam de shows, reuniões de escritório e viagens virtuais.

Esse universo virtual imagina um mundo no qual headsets de realidade virtual são usados ​​para vincular avatares digitais para negócios, viagens ou para a recreação. Além disso, Zuckerberg acredita que poderia substituir a Internet — ou que esse é o futuro da Internet.

Tokens não fungíveis (NFTs) e criptomoedas baseadas na tecnologia blockchain provocaram um aumento no interesse pela propriedade digital, tornando as experiências virtuais persistentes mais comuns.

O filme de Steven Spielberg lançado em 2017, "Jogador Número 1", provavelmente é o exemplo mais próximo do metaverso. Situado em um mundo distópico, o protagonista — que mora em Ohio —, assim como todas as outras pessoas de seu tempo, encontra significado para sua vida no metaverso. Sua existência mundana é chata e cheia de problemas. O Oásis — é assim que se chama o metaverso do filme — dá uma chance de escapar da realidade.

Várias empresas estão de olho no metaverso. Além do Facebook — que alterou seu nome para Meta como meio de ratificar seu objetivo de mercado — e da Microsoft, outras grandes corporações estão se dedicando ao universo virtual.

Por enquanto, passar um dia laboral no metaverso ainda parece uma realidade distante. Também não há projetos consolidados além dos jogos citados anteriormente.

A tecnologia 5G, por exemplo, ajudaria muito na conectividade para os equipamentos utilizados nesse meio, afinal, a capacidade de transmissão de informações é essencial para navegar por esse tipo de tecnologia. Por sinal, 5G é o padrão de tecnologia e quinta geração para redes móveis e de banda larga. Ela é em torno de 100 vezes mais veloz que o 4G! Isso permitirá uma resposta muito mais rápida e estável quando o assunto é conectividade.

Além disso, provavelmente vão surgir milhares de dilemas legais sobre os limites do metaverso, mas é possível prever questões sobre direitos autorais e crimes virtuais, por exemplo.

O fato é que a sociedade, como vemos hoje, certamente vai mudar — como sempre ocorreu na história da evolução mundial.

E aí, gostou deste texto sobre o metaverso? Que tal, então, ficar por dentro das melhores estratégias de vendas? Boa leitura!

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Originalmente publicado 28/04/2022 07:00:00, atualizado Abril 28 2022

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