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Segmentação no CRM: boas práticas para personalizar campanhas

Escrito por: Juan Carlos Gonzaléz
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Segundo pesquisa da Opinion Box em parceria com a Dito, 72% dos consumidores brasileiros esperam que as empresas os reconheçam como indivíduos únicos e identifiquem seus interesses. Mais do que isso: 75% desses clientes indicam marcas que oferecem experiências personalizadas. 

A pergunta não é mais SE personalizar, mas COMO fazer isso em escala sem perder relevância. É aí que a segmentação no CRM se torna decisiva. Organizar contatos é apenas o começo — o verdadeiro diferencial está em transformar dados brutos em insights acionáveis que permitem campanhas hiperpersonalizadas, aumentam a conversão e constroem relacionamentos duradouros com os clientes.

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    A segmentação estratégica no CRM é o que separa campanhas genéricas de massa das experiências personalizadas que realmente convertem. Com dados organizados e critérios bem definidos, você entrega mensagens relevantes, ofertas adequadas e conteúdos alinhados à jornada de cada cliente — aumentando o engajamento em até 50% e a conversão em 30%, segundo dados da FlowBiz.

    Neste artigo, vamos explorar os tipos de segmentação aplicáveis no CRM, boas práticas para criar segmentos eficazes, exemplos de CRM, como integrá-lo ao e-commerce, aplicar estratégias de vendas e medir resultados para personalização em escala.

    5 tipos de segmentação essenciais para personalização no CRM

    Dominar os tipos de segmentação é o primeiro passo para campanhas realmente personalizadas. Cada método captura uma dimensão diferente do comportamento e perfil do cliente — e combiná-los estrategicamente multiplica os resultados. Vamos explorar os cinco pilares:

    1. Segmentação demográfica: o fundamento do perfil do cliente

    Idade, gênero, localização geográfica, cargo, setor de atuação e renda são dados demográficos clássicos. Embora básicos, eles são poderosos quando bem utilizados.

    Com o Smart CRM da HubSpot, você pode criar campos personalizados para capturar dados demográficos específicos do seu negócio e agrupar automaticamente contatos com perfis similares

    2 - Segmentação comportamental: o que os clientes fazem revela mais do que o que dizem

    Engajamento em campanhas, cliques em e-mails, páginas visitadas no site, downloads de materiais, interações em redes sociais — tudo isso compõe o comportamento digital do lead. Um estudo recente sobre geração de leads no Brasil (2024) revela que empresas que dominam a segmentação comportamental têm clara vantagem competitiva, pois conseguem nutrir leads no momento exato de interesse.

    Use o Marketing Hub para rastrear automaticamente o comportamento de navegação e criar workflows que disparam e-mails personalizados.

    3 - Segmentação transacional: histórico de compras é ouro

    Ticket médio, frequência de compra, produtos adquiridos, sazonalidade, forma de pagamento preferida e status de pagamento (ativo, inadimplente, cancelado) compõem o perfil transacional.

    No Smart CRM da HubSpot, integrado ao e-commerce, você visualiza o histórico completo de compras na timeline do contato e pode criar listas dinâmicas como "Clientes com ticket médio > R$ 500" ou "Compradores recorrentes nos últimos 90 dias".

    4 - Segmentação psicográfica: valores e estilo de vida importam

    Interesses, hobbies, valores pessoais, estilo de vida, motivações de compra e personalidade vão além do "o que" fazem e revelam o "porquê" fazem.

    Esse tipo de segmentação é especialmente poderoso para produtos/serviços aspiracionais ou que refletem identidade. Marcas de moda, viagens, wellness e tecnologia premium se beneficiam imensamente.

    Como coletar esses dados: pesquisas pós-compra, análise de conteúdo consumido (blogs, webinars), interações em redes sociais e até integrações com ferramentas de quiz. O Content Hub da HubSpot permite personalizar páginas inteiras com base em preferências psicográficas capturadas em formulários.

    5 - Segmentação por estágio na jornada do cliente: timing é tudo

    Leads no topo do funil (descoberta) precisam de conteúdo educacional. Meio de funil (consideração) busca comparações e provas sociais. Fundo de funil (decisão): querem trials, demos e garantias.

    Use o Marketing Hub para mapear as etapas do lifecycle (Subscriber → Lead → MQL → SQL → Customer) e automatizar transições baseadas no comportamento. Cada transição desencadeia comunicações específicas, alinhadas ao momento exato do lead.

    Boas práticas para criar segmentações eficientes

    Criar segmentos sem critérios claros pode levar a campanhas ineficazes. Para extrair o máximo do CRM:

    1. Manter dados atualizados e limpos: evite duplicidades, informações desatualizadas e inconsistências;
    2. Definir critérios claros e objetivos: estabeleça regras para cada segmento, garantindo consistência;
    3. Integrar departamentos: marketing, vendas e suporte devem trabalhar com os mesmos dados;
    4. Automatizar segmentações quando possível: sistemas de CRM melhor permitem criar listas dinâmicas que se atualizam automaticamente;
    5. Testar, analisar e ajustar: revise os segmentos periodicamente com base em métricas de desempenho.

    Seguindo essas práticas, você garante que a segmentação não seja apenas teórica, mas também aplicada de forma estratégica no dia a dia.

    Como usar a segmentação para personalização em escala

    A personalização em escala é um dos maiores diferenciais competitivos para empresas que buscam engajamento e fidelização. Com uma segmentação bem estruturada, cada lead ou cliente recebe mensagens relevantes ao seu contexto, aumentando a probabilidade de interação e conversão.

    Por exemplo, clientes novos podem ser impactados com e-mails educativos ou conteúdos introdutórios sobre produtos, enquanto clientes recorrentes recebem promoções exclusivas, conteúdos avançados ou recomendações personalizadas. Essa abordagem não só aumenta o engajamento, como também fortalece a experiência de compra.

    No e-commerce, dados de compras anteriores podem ser utilizados para recomendar produtos ou serviços complementares, criando oportunidades estratégicas de upsell e cross-sell. Esse tipo de ação direcionada contribui para aumentar o ticket médio e a satisfação do cliente, reforçando a percepção de cuidado e atenção personalizada.

    Além disso, campanhas automatizadas baseadas em segmentos reduzem o esforço manual e garantem consistência na comunicação. A automação permite escalar a personalização sem perder relevância, transformando dados em ações concretas que melhoram os resultados das estratégias de vendas e fortalecem o relacionamento com os clientes.

    Métricas e indicadores para avaliar a eficácia da segmentação

    Medir o desempenho das segmentações é essencial para entender o impacto na estratégia. As principais métricas incluem:

    • Taxa de abertura e cliques de e-mails segmentados: indica o nível de interesse e engajamento dos contatos com mensagens personalizadas. Quanto maior a taxa, mais relevante o conteúdo está sendo percebido pelo público;
    • Conversão por segmento e por campanha: avalia quantos leads ou clientes realizaram a ação desejada (compra, cadastro, download) em cada segmento, ajudando a identificar quais grupos geram mais resultados;
    • Retenção de clientes e churn rate: mede a capacidade de manter clientes ativos ao longo do tempo. Segmentações bem aplicadas ajudam a reduzir churn ao enviar comunicações e ofertas que reforçam o relacionamento;
    • Ticket médio e frequência de compra por segmento: permite analisar o valor gasto e a regularidade das compras de cada grupo, identificando oportunidades de upsell, cross-sell e estratégias de fidelização;
    • Engajamento em campanhas de marketing digital e conteúdo personalizado: avalia interações em múltiplos canais, como redes sociais, blogs, e-mails e anúncios segmentados. Essa métrica ajuda a medir a efetividade da personalização e o retorno sobre investimento das ações.

    Esses indicadores ajudam a identificar segmentos que performam melhor e ajustar as estratégias de marketing e planejamento de vendas.

    Erros comuns de segmentação e como evitá-los

    Mesmo boas estratégias podem falhar se erros comuns não forem evitados:

    • Segmentos amplos demais: quando os grupos são excessivamente genéricos, a comunicação perde relevância. Reduza a abrangência, criando subsegmentos baseados em interesses, comportamento ou histórico de compras, para aumentar a efetividade;
    • Dados desatualizados: informações incorretas ou antigas geram decisões equivocadas e mensagens irrelevantes. Mantenha a atualização constante dos dados de clientes e leads para garantir precisão na segmentação;
    • Ignorar comportamento recente do cliente: não considerar interações recentes pode resultar em comunicações desalinhadas com o momento do cliente. Inclua histórico de navegação, compras e engajamento recente para personalizar corretamente cada contato;
    • Falta de integração entre equipes: quando marketing, vendas e suporte não compartilham dados, a segmentação perde consistência. Garanta acesso unificado às informações para todos os times e mantenha a comunicação coesa;
    • Não medir resultados: segmentações sem acompanhamento de métricas não permitem ajustes estratégicos. Monitore as taxas de abertura, conversão, ticket médio e engajamento para otimizar continuamente suas campanhas.

    Evitar esses erros garante que a segmentação seja uma ferramenta de crescimento, e não apenas um registro estático de contatos.

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    Investir em CRM melhor e em boas práticas de segmentação permite criar campanhas personalizadas em escala, melhorando engajamento, conversão e fidelização.

    Integrando o CRM, aplicando estratégias de vendas bem definidas e mapeando a jornada do cliente, você transforma dados em decisões estratégicas que aumentam a receita e fortalecem o relacionamento com clientes.

    Ao seguir os passos deste artigo, sua empresa estará preparada para transformar a segmentação em vantagem competitiva, garantindo campanhas assertivas e resultados mensuráveis. 

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    Tópicos:

    CRM

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