metodologia inboundUma das maiores tendências do marketing mundial, o Inbound Marketing, caminha a passos largos nos mercados mais avançados. Empresas como a HubSpot crescem com taxas acima de 50% ao ano e seus clientes apresentam resultados cada vez mais encorajadores.

Mas, a grande dúvida é: isso funciona para o Brasil ou só vale para mercados desenvolvidos?

A resposta é: funciona por aqui sim, e muito bem!

Brasil: um país que usa a Internet

Para que o Inbound Marketing funcione, o país tem que estar online. E os dados recentes mostram que isso acontece de fato no Brasil.

Uso pessoal crescendo a todo vapor

Segundo a pesquisa TIC Domicílios e Usuários referente a 2013, 51% dos brasileiros acessaram a Internet nos últimos 3 meses. Na Classe A, são 97% de usuários, 78% na Classe B e 49% na Classe C. Para muitas empresas isso significa que praticamente todos os seus clientes estão conectados

Desses, quase todos acessam à Internet pelo menos uma vez por semana nas áreas urbanas. E não são acessos rápidos: o brasileiro passa cerca de 30 horas por mês navegando, índice muito acima da média em relação ao restante da América Latina, que passa  22 horas conectada -  (dados da comScore Media Metrix).

Empresas estão comprando online

Tirando microempresas, o TIC Empresas 2013 mostrou que quase todas as empresas no Brasil usam a Internet.

Mais da metade delas compraram produtos e serviços online no último ano, chegando a mais de 70% em empresas com 50 a 249 funcionários.

Saindo do desktop - invasão móvel.

Apesar de ainda ser limitada pelo custo de seus pacotes de dados, a Internet Móvel começa a se expandir cada vez mais. O IDC levantou dados de Setembro de 2014: dos 7,2 milhões de celulares vendidos, 5,9 milhões eram smartphones.

Para quem quer usar o marketing digital, garantir que o seu site funcionará bem em smartphones e tablets é fundamental. Por sinal, agora até o Google vai avisar na tela se o site funciona bem em celular ou não!

Marketing Digital: investimentos em expansão no país

Segundo a eMarketer, os investimentos em Anúncios Digitais no Brasil crescerão de US$2,25 bilhões em 2013 para US$3,87 bilhões em 2016. Isso representa metade do que é investido na América Latina.

Esses volumes exigem uma profissionalização cada vez maior dos anunciantes, tanto na criação de campanhas de banners, quanto em anúncios no Google e em outras formas de publicidade online. Cliques baratos e campanhas simples estão fadadas ao esquecimento.

Inbound Marketing: o que ele exige e como nos encaixamos nisso?

Segundo a HubSpot, o Inbound Marketing é baseado em 4 grandes blocos: atrair, converter, fechar e encantar. Mas, como isso se encaixa no Brasil?

Atraindo clientes com informação

A oferta de conteúdo original e relevante para os usuários é a base da atração. Se não há interesse pelo consumo de informações, o Inbound não funciona. E o Brasil tem tudo para quem quer ser Inbound.

Um ponto que pode nos deixar orgulhosos é que, além do uso de redes sociais e chats, quase 2/3 dos usuários usam a Internet para procurar informações sobre produtos e serviços. Se a sua marca não está lá, muito provavelmente seus concorrentes estão.

Há um mito que diz que os Blogs não atraem muitas pessoas. A Reuters, em sua unidade de pesquisa na Universidade de Oxford, fez uma pesquisa em vários países e constatou que, 81% dos internautas brasileiros lêem regularmente Blogs, Listas e Artigos. Acima dos EUA, da França, da Alemanha e do Reino Unido.

Ou seja, ofereça informações que os usuários vão consumir. O site da Indiga é uma prova disso: todo o crescimento orgânico veio única e exclusivamente do blog e do uso das mídias sociais e nos últimos 6 meses, cresceu 114%!

O brasileiro ainda não confia muito no comércio eletrônico, usando-o pouco. Mas, é um grande pesquisador de preços. Segundo a pesquisa da TIC, a maioria das pessoas com ensino médio e superior pesquisa preços online antes de comprar algo.

Então, mesmo que o seu Blog ainda não esteja disponível, se os seus concorrentes já tem um, você está perdendo clientes.

Redes Sociais: quase inexploradas, oportunidade de ouro

As empresas aqui ainda não perceberam a importância das redes sociais. Menos da metade tem um perfil em rede social, mesmo as gigantes. A coisa fica um pouco melhor no segmento de Informação e Comunicação, que é como o TIC classifica empresas de TI e agências de marketing e comunicação, mas no restante, deixa muito a desejar.

Como exemplo, imobiliárias e atividades profissionais, científicas e técnicas, que teriam um bom potencial, quase 40% apenas possuem um perfil simples. Usando da forma correta, dá para construir uma base de seguidores fiéis. Veja por exemplo o conteúdo publicado pela Trulia no Facebook. Vídeos, dicas, guias, todos de atividades que interessam a quem gosta de decoração, móveis e imóveis.

Atividades puramente B2B também podem ser potencializadas nas mídias sociais. A GE Aviation, que fabrica turbinas de aviões, consegue taxas de engajamento muito boas. Com quase 17.000 likes, um simples post conseguiu 487 likes e 119 shares. Isso é o novo “boca a boca”.

Só metade das empresas de "Alojamento e Alimentação", como o TIC chama hotéis, pousadas, restaurantes e similares, possuem perfis nas mídias sociais. Nesse segmento, estar fora, é um grande erro. Que tal ver o que o Duke’s Waikiki no Havaí fez para conseguir 32.000 likes e 175.000 visitas? Centenas de likes a cada publicação.

Só não se esqueça de redirecionar todo esse tráfego para seu site. Quem faz isso magistralmente é a RedBull. Muitos dos posts tem um link para o site, trazendo um volume maciço de visitas. Veja na página Facebook os exemplos.

Capturar contatos

Não basta ter um pessoa visitando seu site. Se você não capturar um contato, muito dificilmente será um cliente seu.

Já é comum no país a criação de Landing Pages, que são páginas de capturas de contatos. Sem navegação, são feitas por profissionais para incentivar a tomada de ação, normalmente o preenchimento de um formulário.

Quem fez os treinamentos de Google AdWords ou Google Analytics já viu o quanto isso é incentivado pelo próprio Google. É uma prática mundial que começa a ser implantada aqui.

Usando e-mail para nutrir um lead

Não há Inbound Marketing sem e-mail. De todas as ferramentas disponíveis, acredite, ela ainda é a melhor para estabelecer um relacionamento com seus clientes.

Antes que digam que o e-mail morreu, a eConsultancy monitora isso ano a ano no mundo, e no Brasil, verificou que a taxa de abertura de e-mails cresceu de 2010 a 2012, indo de 19,5% a 21,5%. A taxa de cliques também subiu de 6,6% para 7,7%.

Mas, não pode ser e-mail SPAM, ou bombardeio chato de ofertas. Os usuários querem conteúdos que resolvam seus problemas, que os ajude no dia a dia. Ofertas, também, mas em menor frequência.

A Indiga atinge taxas de abertura de 30-40% no mercado B2B, como pode ser visto no ebook: Automação de Marketing e Inbound Marketing: a verdade nua e crua.

Inbound Marketing: quem fizer antes, terá vantagem

Enfim, tudo o que o Inbound Marketing necessita já está disponível no Brasil, e o número de empresas que o adota cresce a cada dia.

Só que quem chega primeiro estabelece uma barreira de entrada que será difícil de ser derrubada por outros.

E você, já está pronto para o Inbound Marketing?

Nova chamada à ação

Originalmente publicado 04/12/2014 15:15:00, atualizado Fevereiro 01 2017

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Inbound Marketing