Liderança feminina: por que estimular a diversidade de gênero é importante

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Rakky Curvelo
Rakky Curvelo

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Olhar para imagens e vídeos de pessoas em cargos de liderança e ver que existem apenas homens é algo que incomoda. Essa era a realidade de poucos anos atrás, até mesmo no começo dos anos 2000. Felizmente, a passos mais curtos do que o desejado, essa perspectiva tem mudado e notamos que a liderança feminina vem atingindo novos patamares. Mas ainda há muito a ser feito.

Liderança feminina - como fazer a inclusão em sua empresa?

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    Um bom começo quando pensamos na liderança feminina no mundo corporativo é falar mais a respeito. Afinal, se as mulheres representam boa parte da força de trabalho, faz todo o sentido que ocupem cargos de líderes, influenciando meninas e inspirando-as a ocupar posições mais altas.

    Além disso, não importa o segmento, o estímulo à diversidade de gênero é importante porque apenas dessa forma é que as marcas explodem suas bolhas, podem melhorar produtos e falam com um público mais abrangente, melhorando a compreensão do comportamento do consumidor.

    Para a HubSpot, as lideranças femininas e a diversidade de gênero é um ponto inegociável e a gente tem colocado isso em prática em cada ponto da nossa operação. Nossa CEO, Yamini Rangan, é um exemplo, além da nossa Diretora de Marketing para os mercados Latam & Iberia, Shelley Pursell, e diversas outras mulheres que ocupam cargos e destaque na empresa.

    Por essas e outras a gente convida: vamos mais a fundo nesse assunto?

    O panorama da liderança feminina

    De acordo com a UnWomen, uma organização dedicada a igualdade de gênero e empoderamento feminino, a pandemia testou e, em alguns casos, reverteu o progresso na expansão de direitos e oportunidades para mulheres no mercado de trabalho. Em seu relatório "The Gender Snapshot 2021", a organização aponta para o fato de que as mulheres não recuperaram empregos e renda perdidos durante o ano anterior, a participação feminina em governos, incluindo imigrantes, e pessoas com deficiência continua longe de ser igualitária.

    Em seu relatório "Women @ Work, A Global Outlook" a Deloitte conclui que 51% das mulheres estão menos otimistas em relação aos seus desafios profissionais e crescimento na carreira do que antes da pandemia. O relatório ainda aponta que:

    • Mulheres LGBTQA+ e pretas enfrentam maiores desafios: mulheres nesses grupos têm mais experiências negativas em termos de falta de inclusão no ambiente de trabalho, com 15% declarando ter recebido feedback negativo em relação às suas habilidades de comunicação, e 14% declarando ter suas opiniões e sugestões questionadas com maior frequência;
    • A maioria das mulheres não está satisfeita com seus empregos: quase metade (45%) das mulheres que tiveram que mudar seu horário de trabalho devido à pandemia dizem que seu relacionamento com seus empregadores foi impactado negativamente, aumentando para 54% para mulheres negras e 65% para mulheres que são mães solteiras. As mulheres de cor são também mais propensas a dizer que suas carreiras são não progredindo rápido o suficiente (52% vs. 42%) comparado com a amostra geral. Com em relação à satisfação com o trabalho 57% dos mulheres dizem que planejam deixar seu atual trabalho dentro de dois anos, e 21% destes mulheres esperam desaparecer em menos de um ano.
    • Mulheres trabalhando em empresas inclusivas e diversas são mais engajadas, produtivas e leais: algumas empresas tem criado culturas mais inclusivas, em que mulheres percebem que são completamente apoiadas pela administração e respeitadas por seus colegas de trabalho. Mulheres que trabalham nessas organizações relatam níveis mais altos de bem-estar mental, motivação, produtividade, e lealdade aos seus empregadores. Eles também são muito mais propensas a dizer que estão planejando permanecer com seus empregadores por mais de dois anos, em comparação com as mulheres que trabalham para empresas que não demonstraram uma cultura inclusiva.

    Como a HubSpot trabalha o tema

    No ano passado, demos grandes passos em nossa representação feminina em quase todos os níveis. De acordo com o nosso relatório de diversidade e inclusão, publicado em Fevereiro deste ano,os homens compõem 53% da força de trabalho na empresa, enquanto as mulheres ficam em 46,9% dos cargos (0,2% são pessoas que declararam gênero neutro), resultado que nos aproxima da paridade. É importante ressaltar que nos tornamos uma empresa liderada por uma mulher quando Yamini Rangan assumiu as rédeas em setembro. Também temos quatro mulheres em nossos cargos executivos e mais de 50% de líderes que são mulheres!

    Trabalhar na HubSpot e conduzir a nossa estratégia de Marketing na América Latina me dá a oportunidade diária de viver na prática os esforços contínuos da empresa em criar um ótimo ambiente de trabalho para todos.

    O foco em me capacitar para fazer o meu melhor no trabalho - e ainda ter tempo para me concentrar na minha família - é algo que me deixar orgulhosa de trabalhar aqui diariamente.

    Compartilhar essa experiência com outras mulheres em todas as áreas e em diferentes cargos e estar em um ambiente em que Diversidade é um compromisso é extremamente gratificante - Shelley Pursell 
    Diretora de Marketing para a América Latina e Ibéria

    A liderança feminina no Brasil

    Quando analisamos as líderes do gênero feminino, o Brasil ainda tem muito o que evoluir e não apresenta o crescimento que o panorama mundial aponta.

    Por aqui, apesar de elas serem maioria nas universidades, isso não se reflete no mercado de trabalho. Em nosso país, uma mulher de 18 a 24 anos conta com cerca de 38% a mais de chances de frequentar ou já ter terminado a faculdade quando comparamos com um homem da mesma idade, de acordo com pesquisa do IBGE reportada na Época Negócios.

    De uma forma geral, elas ocupam 37,4% dos cargos com nível de gerência e recebem apenas 77,7% dos salários dos homens nessas posições. Além desse ponto, em 2020, o saldo entre abertura e fechamentos de vagas com carteira ficou negativo para mulheres, mas positivo para os homens.

     

    As vantagens são várias, veja só.

    1 - Quebra de preconceito

    Sabemos que a mulher é bem aceita em alguns nichos, como Enfermagem e Educação, mas tem resistência em muitos outros, como construção, tecnologia e finanças. Acontece que, com mulheres em altos cargos, o cooperativismo e a organização tendem a aumentar.

    2 - Representatividade

    Quantas crianças na década de 80, ou antes, não tinham mulheres no mercado de trabalho como modelos? Em geral, elas achavam que o destino era ser mãe e dona de casa. Quanto mais mulheres ocuparem cargos de alta hierarquia, mais as crianças de hoje vão entender que podem ocupar a posição que bem entenderem.

    3 - Menos síndrome de impostora

    Muitas mulheres vivem lutando com o excesso de demanda: cuidar do filho, do trabalho, da casa e de si mesmas. Não à toa, a síndrome de impostor é mais recorrente nelas — fazendo até com que pensem que não mereçam altos cargos. Quanto mais a liderança feminina for comum, mais essa discussão pode acontecer, rompendo ideias que hoje já não fazem sentido.

    4 - Justiça social

    No Brasil, as mulheres só puderam votar em 1932. O Ensino Superior e o trabalho para elas também só começou a existir com mais frequência no século XX. A sociedade, de uma maneira geral, ainda deve muito às mulheres.

    Como a diversidade de gênero pode impactar sua marca?

    A verdade é que a diversidade de gênero, bem como as lideranças femininas, trazem mais valor às marcas. Pense, até o fim dos anos 90, as mulheres eram retratadas como objetos em propaganda de cerveja. Com uma guinada de posicionamento e o abandono da postura machista, as marcas encontraram um público ainda maior para o seu produto. E foram abandonando um estereótipo que já não fazia sentido.

    Mas vai além. Quando mulheres e raças diversas trabalham em união, os produtos e negócios se tornam mais abrangentes e conseguem satisfazer um público variado. Nesse ponto, a discussão de black business também é necessária. Afinal, vivemos em uma sociedade diversa, que precisa agradar às gerações X, Y e Z.

    Os exemplos de liderança feminina

    Hoje, após muita luta, podemos falar em grandes líderes mulheres, como:

    • Michelle Obama, com uma carreira no Direito que precede o título de primeira-dama dos EUA;
    • Chieko Aoki, empresária nipo-brasileira e grande nome do segmento hoteleiro;
    • Luiza Trajano, que promoveu disrupções que mudaram a cara do varejo nacional;
    • Angela Merkel, que ganhou o respeito dos alemães e do mundo ao conduzir a Alemanha, sendo três vezes reeleita.
    Veja nesse guia como fazer com que a sua marca seja cada vez mais inclusiva

    Mas há ainda muitas outras. Por isso, a discussão sobre liderança feminina deve continuar.

    As ações adotadas pela HubSpot em prol da diversidade

    A HubSpot é uma empresa que trabalha a favor da diversidade. Por aqui, temos um conselho consultivo que fornece orientação e feedback construtivo, identifica áreas de melhoria e trabalha em projetos que promovem a missão da HubSpot de construir uma empresa inclusiva que ajuda os clientes a crescer melhor.

    Na prática, o conselho é representado por um grupo de influenciadores e líderes de negócios selecionados com base nos princípios e valores centrais da cultura da HubSpot. Claro que o conselho é composto por pessoas dos mais diversos gêneros e raças, refletindo a diversidade que a empresa busca. Isso até porque não basta contratar pessoas diversas — é preciso ter um ambiente saudável para que elas sigam na empresa.

    Além disso, promovemos pesquisas, como a citada acima, para entender o panorama e as melhorias a serem feitas, seja em relação à liderança feminina ou outros temas.

    Se você tem uma empresa e deseja um bom NPS nas pesquisas de satisfação ou entende o cenário social e quer colaborar para lideranças mais diversas, permita que mulheres tenham cargos mais altos — e espalhe essa ideia.

    Quer continuar se atualizando sobre o impacto da diversidade nas marcas? Nossa dica é este artigo sobre black business. Boa leitura!

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