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Já ouviu falar de Growth Hacking?

Ainda não? Sem problemas, porque este artigo vai explicar tudo que você precisa saber sobre o assunto.

Mas se você ainda está pensando porque deve aprender mais sobre um assunto que você nem sabe ao certo para que serve, vou dar um único motivo.

Growth Hacking é o futuro do Marketing Digital.

E mais. Empresas como o Facebook, Uber e IBM usam as estratégias e o expertise de profissionais de Growth para alavancar seus negócios.

Parece que está funcionando, não?

Mas antes que você pense que Growth só serve para gigantes da indústria de tecnologia ou para startups, eu preciso avisar você que este é apenas mais um dos mitos que envolvem esta prática que ainda não é tão utilizada em larga escala.

As estratégias de Growth Hacking podem e devem ser usadas em blogs, sites e pequenos negócios para atingir um crescimento rápido, de forma inovadora e otimizando recursos financeiros e de tempo.

Parece bom, não?

Portanto, se o assunto pareceu bastante interessante, eu recomendo a leitura do artigo completo “O que é Growth Hacking? O conceito inovador para o crescimento exponencial do seu site (o futuro do Marketing Digital já começou).”

Você vai encontrar uma  abordagem completa sobre Growth Hacking e como usar as melhores táticas para alavancar seu lugar na internet.

Mas primeiro, vamos entender melhor o que é Growth Hacking.

COMO SURGIU O TERMO GROWTH HACKING?

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Sean Ellis, o criador do termo era um especialista em fazer startups crescerem de forma rápida e com métodos inovadores.

Esta habilidade não passou despercebida do mercado, principalmente depois de Sean obter resultados excelentes trabalhando com a Dropbox.

Ele implementava processos e entregava resultados, porém ao final de cada trabalho aparecia a dúvida: quem, dentro da empresa, seria o profissional mais adequado para dar andamento aos projetos com foco em crescimento.

Os profissionais de marketing pareciam os mais indicados para isso.

No entanto, as habilidades e táticas usadas tradicionalmente na área de marketing, não eram muito adequadas na busca do crescimento rápido e acima da média.

Seria necessário um profissional com determinadas características, mas que ainda não existia no mercado. Pelo menos não com um nome “formal”.

E assim foram criados os Growth Hackers!

O que um Growth Hacker precisa saber?

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Três grandes áreas de conhecimento,  essenciais para o trabalho de Growth Hacking, assim como para o Marketing são:

  • Psicologia do Consumidor: para entender o cliente através de experimentos baseados em métodos científicos;
  • Tecnologia de Marketing: como meio facilitador para fazer os experimentos;
  • Processos: permitem estruturar os passos de um experimento e fazer com que seja possível mensurar e escalar as atividades.

Porém, a grande diferença está no fato do Growth Hacker buscar meios alternativos de atingir os objetivos estabelecidos. Usa criatividade para encontrar soluções inovadoras sem comprometer tanto os recursos financeiros. 

COMO FUNCIONA O TRABALHO DE GROWTH HACKING: ENTENDENDO O CICLO DE MELHORIA CONTÍNUA

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O trabalho do Growth Hacker começa na definição clara de metas e objetivos. Sem isso, o ciclo de GH não terá início.

Os fatores a serem considerados são:

  • Quais os principais objetivos e resultados-chave a serem alcançados;
  • Os dados que devem ser analisados (tanto quantitativos quanto qualitativos)
  • Identificar qual modelo de alavancagem utilizar (por exemplo uma pesquisa com a audiência para descobrir possíveis brechas que não estão sendo aproveitadas).

Após a importante fase de coleta de dados e definição de metas, o Growth Hacker dá início às atividades que fazem parte do ciclo de vida de Growth Hacking. As 5 etapas que fazem parte deste ciclo são:

  • Brainstorming (geração de ideias): sugestões para atingir as metas estabelecidas são apresentadas. O foco dessas ideias é sempre o crescimento;
  • Estabelecimento de prioridades:  nem todas as ideias iniciais poderão ser testadas. Portanto, as prioridades são definidas nessa etapa do processo;
  • Condução e documentação de experimentos: esta é a etapa mais importante do processo, onde tudo é documentado para ser analisado no futuro;
  • Implementação de testes: o Minimum Viable Test(MVT) ou Teste Mínimo Viável é usado para testar uma hipótese em um projeto de Growth Hacking, comprometendo menos recursos e tempo possíveis;
  • Análise de dados e aprendizado: a comparação dos números obtidos durante o teste com ashipóteses levantadas no documento de experimento.

Ao final de cada ciclo de Growth Hacking, a ideia é atuar sempre visando a melhoria contínua. Seja aplicando os resultados ou identificando os erros a serem corrigidos em um novo projeto para obter crescimento.

Um ciclo de Growth Hacking pode ser definido como infinito.

O FUNIL DE GROWTH HACKING

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Nenhum negócio irá crescer somente porque traz uma enorme quantidade de tráfego. Mas sim porque consegue gerar um receita significativa.

 

A mágica acontece quando você transforma tráfego em audiência engajada e a audiência engajada em compradores de seus produtos ou serviços.

Antes de conseguir concretizar uma venda sequer, você precisa levar o usuário por uma jornada até chegar na etapa final de geração de receita. Ou qualquer outro objetivo que você julgue interessante para seu negócio.

A grande maioria dos profissionais de Marketing concentra seus esforços na atração de novos clientes.

Já o Growth Hacker se utiliza de uma espécie de modelo de funil, criado por Dave McClure, que contempla as seguintes etapas:

  • Aquisição de clientes: números de visitas mensais ou de curtidas em uma página, são muitas vezes consideradas apenas métricas da vaidade e não são suficientes para avaliar os reais resultados que um negócio pode gerar. Já o critério de engajamento está relacionado muito mais ao que você espera que um novo visitante faça em seu site.
  • Ativação: a ativação estará completa se o novo usuário decidir se cadastrar em sua lista de emails, baixar algum conteúdo gratuito ou até mesmo comprar um produto seu. Você é quem decide o critério de ativação ideal.
  • Retenção: estes clientes estão voltando? Estão usando seu produto mais de uma vez? Para o Twitter, por exemplo, retenção bem sucedida significa conseguir com que um novo usuário siga pelo menos outras 30 pessoas. A retenção pode ser a parte mais importante do trabalho de Growth Hacking.
  • Recomendação: a internet acabou por amplificar o poder de alcance da propaganda boca a boca, seja por causa das redes sociais ou pelo aumento do uso de mecanismos de busca para encontrar conteúdos relevantes. Uma recomendação que vem de alguém que conhecemos e confiamos,possui muito mais valor do que um anúncio feito por uma marca com o único intuito de gerar vendas.
  • Faturamento: monitorar sua receita serve para não cair na armadilha das “métricas da vaidade” e entender de fato se os resultados alcançados são significativos para seu negócio.

Ao dividir a jornada em etapas, é possível estimar metas para cada uma delas e assim muitas vezes avaliar em qual parte do processo podem ser efetuadas melhorias. 

GROWTH HACKING NÃO É O MESMO QUE MARKETING DIGITAL

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 O Growth Hacking basicamente surgiu por uma necessidade do mercado que não poderia ser atendida com as estratégias de Marketing.

Marketing baseia suas ações no produto pronto, enquanto Growth analisa todas as partes do processo e procura encontrar melhorias em cada etapa.

Tanto os profissionais de Marketing quanto os de Growth, possuem metas em comum.

A diferença entre eles está no fato de Growth Hackers procurarem crescimento através da utilização e interação com o produto enquanto os profissionais de marketing focam mais nas estratégias já com o produto pronto.

Podemos dizer que as duas são importantes, mas que para pequenas empresas e startups que focam em inovação e crescimento rápido, o Growth pode ser uma melhor escolha de estratégia.

Esta foi apenas uma introdução ao inovador e complexo mundo do Growth Hacking. Ainda há muito mais para você descobrir sobre o tema.

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Originalmente publicado 30/08/2016 09:29:56, atualizado Fevereiro 01 2017

Temas:

Marketing Digital